afroreggae no spfw: roupa pra vida real

15 jun

OFICINA DE ESTILO DIZ: O Afroreagge empolgou tanto que no final tava todo mundo aplaudindo de pé e tinha gente até com lágrimas nos olhos. O desfile aconteceu no Auditório do Ibirapuera que por si já merece aplausos, de verdade (a gente sempre amou). Mas o que empolgou mesmo foi a coleção de roupas sinceras seguida da apresentação entusiasmada do AfroLata, grupo de percursão da ONG (tem videozinho aí embaixo, que pára no meio porque a Fê não conseguia mais ficar sem bater palmas!!!).

afroreggae1.JPG
os croquis dos looks são muito fofos (daqui)

OFICINA DIZ: O desfile apresentou roupas fáceis de usar com um casting de não-modelos, mas de jovens da comunidade, todos negros. A coleção criada por Marcelo Sommer tinha muita bermuda, camisetas com estampas grafitadas, tênis (os mais legais), cangurus e muita sobreposição pro meninos (suuuper tandência masculina nesse SPFW). A meninas apareceram com vestidinhos mega curtos e soltos de malha, tops e calças justíssimas, bem sexy, montadas em plataformas bem altas. A gente teve a impressão de que eram roupas que despertam desejo na comunidade mais que no povo da moda, e isso é muito legal!!! Se um dos intuitos do Afroreggae é aproximar a favela da classe média, nada mais natural que desfilar looks que todo mundo possa assimilar.

OFICINA DIZ: Outra coisa que vale muito comentar é a cenografia repleta de bonecos enormes, tipo toy-arts gigantes (btw, a imprensa de moda ganhou toy-arts muito fofos). E tava tudo super integrado: grafite, toy-art, a explosão de cores da passarela, roupas bem street… Já faz um tempo que a gente percebe que as manifestações artísitcas de rua estão recebendo o aval da elite intelectual, né!?! E tinha tudo lá com muita consciência.

LUIGI DIZ: Foi um dos desfiles mais emocionantes do dia. O cenário incrível com os art toys gigantes, a locação (o Auditório Ibirapuera) que já é uma coisa a aparte e o próprio desfile. Legal notar como a roupa é feita direto para o público – da periferia do Rio de Janeiro – que influência a coleção. O masculino vêm bem oversized, do jeito que “os mano” gostam, boas cores, estampas espertas e até um toque de tecidos mais finos para sofisticar um pouco a coleção. O feminino começa meio funkeira, mas nem por isso ruim, com ótimas peças mais ajustadas ao corpo e depois vai soltando aos poucos, até chegar nos vestidinhos soltos que o verão pede. Roupa real, para gente real.

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