Déjà Vu

19 jun

GLAUCO DIZ: Já que a gente tá indicado no site da Revista Piauí, resolvi colocar mais uns gravetinhos na fogueira da “cópia + imita + plagia”:

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À direita, Forum Inverno 2007 e à esquerda, Forum Verão 2008.

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À direita, Lorenzo Merlino Verão 2007 e à esquerda, Lorenzo Merlino Verão 2008

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À direita, O Estúdio Verão 2007 e à esquerda, Osklen Verão 2008.

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À direita, Osklen Verão 2007 e à esquerda, Osklen Verão 2008.

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À direita Pedro Lourenço, verão 2007 e à esquerda, Graça Ottoni Verão 2008.

LUGI DIZ: Aiaiai… Vamos lá, tem umas fotos ai em cima que são peças/looks de coleções passadas de um mesmo estilista, que voltaram a aparecer de forma um pouco, mas bem pouquinho mesmo diferente. Exemplo é o maiô-biquini do Lorenzo Merlino, o vestido paetizado da Forum, e a camiseta da Osklen. Isso tem nome. Chama recondução. É quando um estilista retoma elementos, peças, formas, silhuetas, enfim qualquer coisa, de coleções passadas suas, e reaplica na coleção atual. É super comum e quase todo mundo faz. Até os grandões lá da fora. De certo modo, é um jeito de manter o estilo da marca sempre presente.

LUIGI DIZ: Até mesmo dona Miuccia Prada utilizou o recurso na tão elogiada coleção de inverno 2008. Os tecidos – pelo menos em alguns looks – são totalmente diferentes, mas as formas e silhueta do look total são exatamente as mesmas.

GLAUCO DIZ: Ok, ok… Isso se chama recondução e é utilizado por grandões lá fora, como dona Miuccia. Mas, ninguém aqui está apontando o dedo e dizendo “isso tá errado”. A intenção é mostrar a sensação de “eu já vi isso antes”, um déjà vu, como o próprio título explica. Just this 😉

BITI DIZ: Ainda bem que copiar a si mesmo é permitido! Hehehehe! Mas também é bom lembrar que isso pode ser uma ferramenta de redução de gastos, já que o desenvolvimento de novas modelagens tem um custo elevado. Economia de idéia, então, nem se fala!

OH! DIZ: Fora a redução de custos, acho também que isso acaba criando uma linguagem/look de fácil reconhecimento do próprio estilista. Tipo o Alexandre Herchcovitch que durante muitos anos fez a calça-saia, adequando à a cada coleção. Não acho que seja ruim, e como se diz “não se mexe em time que está ganhando”…

BITI DIZ: Concordo com o que foi dito acima pela Olívia. E me lembrou uma frase atribuída a Coco Chanel: “Sou contra uma moda que não dure. É o meu lado masculino. Não consigo imaginar que se jogue fora uma roupa, só porque é primavera”. O caráter descartável da moda, apesar de ser inerente ao sistema, é algo que denota futilidade e inconstância, e isso, por vêzes afasta as pessoas. Quando um estilista dá continuidade a formas e modelagens através das estações, mostra coerência como criador e valoriza o próprio trabalho.

BITI DIZ: Muita coisa mudou desde a época de Chanel. Quando ela diz que “o seu lado masculino” é contra a volubilidade da moda, a idéia que está implícita é a de que os valores e as roupas dos homens são duráveis, perenes, estáveis. Isso certamente era verdade naquela época (anos 30 a 50). Hoje, o que vejo é uma moda masculina extremamente dinânima e inovadora. Marie Rucki, por exemplo, quando esteve no Brasil, disse que acha a moda masculina, hoje, mais estimulante do que a feminina.

BITI DIZ: Para aprofundar este assunto, é preciso falar da moda através dos séculos e lembrar que há algumas centenas de anos, os homens é que se enfeitavam com rendas e brocados, perucas, peles e jóias. No século 20, as mulheres passam a dominar a arte de se vestir e enfeitar, relegando os homens a segundo plano. Agora é que as coisas parecem procurar outro ponto de equilíbrio. A vaidade masculina é aceita e estimulada, os jovens começam a usar maquiagem e esmalte de unhas, pintam os cabelos, quebram dogmas estabelecidos há longo tempo. Pete Doherty, por exemplo, diz que adora usar os jeans da namorada, Kate Moss. O personagem Peter Parker, do blockbuster Homem-Aranha 3, aparece usando lápis preto nos olhos, num look bem ao estilo emo. Parece bem interessante o que ainda está por vir.

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Uma resposta to “Déjà Vu”

  1. Douglas 20 de junho de 2007 às 1:00 pm #

    Tbm nao acho ruim re-editar peças próprias que fizeram sucesso ou ainda que tenham a cara da marca/estilista. Acho que pode ser uma boa forma de dizer que ainda existem peças que nao sao tão perecíveis e que se o consumidor gostar poderá comprar a nova “ediçao” ou usar a que já tem no armário com outra proposta. Afinal, ngm consegue trocar o guarda-roupas inteiro de 6 em 6 meses. My opinion. Beijo.

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