Moda pra ler entrevista: Jefferson Kulig

21 jul

Laura diz: O estilista paranaense Jefferson Kulig mostra suas coleções no São Paulo Fashion Week desde a edição de inverno de 2003.

Nesses cinco anos ele levou para passarela trabalhos que unem moda, arte e experimentação. Suas inspirações vêm da história e da ciência. Ele se denominou um “cientista da moda” no verão 2006. Os críticos costumam questionar seu trabalho, falando que é muito conceitual.

Nessa entrevista Moda pra Ler dá a palavra ao estilista que fala sobre os críticos, conta um pouco sobre seu trabalho e os conceitos que o envolvem.

Moda pra Ler – Seu trabalho leva a moda ao limiar da arte. Arte e moda são sinônimos?
Jefferson Kulig – No meu trabalho a arte e a moda estão normalmente ligadas! Várias das idéias que coloco em minhas coleções e também na passarela são tiradas do mundo da arte.

Na arte, na moda e na ciência quais são suas fontes de inspiração?
Me alimento de informações do dia a dia, aonde acrescento em meu banco de dados para depois repassar em forma de criação.

Sua família tem uma fábrica de tricô e você se formou em economia. Como foi o caminho até se tornar estilista responsável por um trabalho ousado?
Para resumir esta resposta, todo trabalho que envolve criatividade e ousadia é na verdade muito exaustivo. As idéias diferentes, inovadoras são um pouco mais complicadas de aparecerem

No seu site suas roupas são denominada como “plásticas”. Você se considera um artista ou um estilista? Ou os dois?
Não tenho a preocupação de dar um título ao meu trabalho, sei que me utilizo dele para me comunicar com o público, gosto de pensar que poderia fazê-lo independente da área que atuasse.

Em alguns de seus desfiles você levanta questões polemicas, como o preconceito. Você acha que a moda também pode ser um meio poderoso para se levantar questões ambientais e sociais? Em que medida?
A moda hoje ganhou grandes proporções de veiculação, portanto é um grande veículo de comunicação que deve ser explorado. A influência da moda no mundo é muito grande, e por isso tudo que estives ligado com a moda terá uma excelente visibilidade.

Sua moda é acompanhada de muito experimentalismo, como tecidos tecnológicos e formas ousadas. Qual o perfil do consumidor da sua marca?
O perfil do meu cliente é aquele que tem vontade de vestir o novo, experimentar novas sensações e ser diferente.

A sua proposta de moda é explicitamente diferente da dos outros estilistas. Une arte e ciência e a moda brasileira é marcada por criações comerciais. Alguns críticos explicitam a falta de entendimento ao seu trabalho. Você acha que o mercado de moda brasileiro ainda precisa se consolidar para a mistura arte e moda seja encarada de maneira mais natural, como já acontece na Europa e Japão, por exemplo?
Acho que só a cultura do país mudando, acreditando no produto nacional, não sendo mais um Brasil que importa idéias da Europa e EUA, mas sim um país que exporta idéias para outros continentes! Somente dessa forma a moda será enxergada de outra forma aqui no Brasil!

O que você acha da imprensa de moda no Brasil?
Acredito que a imprensa no Brasil tem que se destacar mais. Temos exemplos de pessoas da imprensa da moda brasileira que vão para fora do país, mas acabam não executando uma função como exerciam aqui. Portanto, às vezes, sinto que eles sabem criticar muito bem, mas na hora de mostrar serviço lá fora…. Ao contrário de muitos estilistas brasileiros que conseguiram ocupar um lugar de destaque no mercado internacional. Um exemplo é o estilista brasileiro da Calvin Klein Francisco Costa que alcançou um espaço de muito destaque. Quando ele era estilista no Brasil recebia críticas, porém, chegou a ganhar prêmios como melhor designer de coleção feminina,concedido pelo Council of Fashion Designers.

Onde suas roupas são vendidas atualmente? Há lojas no exterior?
Todo o território nacional. Também temos show room em Nova York e Chicago e estamos entrando no mercado europeu, porém, ainda estamos definindo a localidade que vamos abrir nosso show room.

Já pode adiantar alguma coisa sobre a próxima coleção? Inspirações, formas e tecnologias?
Infelizmente costumo não expor as idéias das próximas coleções! O que posso dizer é que vocês vão gostar! rsrs

Quais são os planos futuros da marca?
Expandir nosso mercado cada vez mais! Outro plano que estamos levando adiante seria de desenvolver produtos em parceria com empresas de tecnologia, aonde podemos criar um diferencial dentro do mercado da moda!



***
Fotos: Erika Palomino.
Entrevista publicada originalmente no Moda pra Ler.

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3 Respostas to “Moda pra ler entrevista: Jefferson Kulig”

  1. dusinfernus 27 de julho de 2007 às 6:32 am #

    eu não consigo entender esse Kulig, e não falo com ar de superioridade, não. Eu não gosto, mas sempre me pergunto proque não gosto, ele sempre me intriga. Não consegui responder uma pergunta simples em relação a ele: que moda ele pretende?

  2. MARTHA 2 de agosto de 2007 às 5:02 pm #

    Acho Kulig genial, arrojado e ao mesmo tempo chic. Acho que a moda que ele faz é vanguarda !!! (Ele não pretende fazer,ele FAZ moda de vanguarda!!!!!!)

  3. helen 20 de outubro de 2007 às 1:35 pm #

    muito lindas as coisas do jefferosn sempre uso
    adoro ele de mais

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