Elas existem?

20 ago

LUIGI DIZ: Eu sei que a coluna devia ser sobre moda masculina, mas hoje não estou conseguindo escrever nada a respeito… Até fiz um texto, mas sabe quando você não gosta, acha que não está bom e fica só naquela “encheção de lingüiça”? Então, por isso resolvi mudar um pouco o foco na coluna de hoje. Quero falar sobre um dos assuntos abordados por Paulo Borges em palestra para os alunos do curso de moda do Centro Universitário Senac, na quinta passada.

Um dos assuntos sobre o qual Paulo Borges mas discutiu, foi sobre as tendências, chegando à afirmar que elas não existem. Achei um tanto quanto complexa essa afirmação. Entendo o ponto de vista dele em ir contra as tendências e preferir o universo pessoal de cada estilista como fonte de inspiração/criação do que o que os birôs de estilo definem como tendência. Até mesmo, porque também adoto esta posição. Ultimamente até vimos como alguns estilistas deixaram as “vontades” da estação de lado e focaram mais no seu próprio universo, e nem por isso deixaram de ter prestígio e boas críticas. Exemplos? Balenciaga inverno 2007/08 e Alexandre Herchcovicthc verão 2008.

Ok, até ai tudo bem, mas dizer que as tendências não existem não é um pouco de exagero. Honestamente, não consigo acreditar que o inconsciente coletivo seja tão forte a ponto de fazer com que quase todos os estilistas e marcas apostassem no futurismo para o verão 2007 (no caso do hemisfério norte) e inverno 2007, aqui para a gente.

Concordo com o Oliveros quando cita Silvia Barros: “Com a pulverização de estilos que passa a existir nessa época, a própria idéia de tendência, é posta em cheque. E a moda, tradicionalmente um fenômeno quantitativo e massificador, definido pela estatística ‘como o elemento mais freqüente de uma mostra’, passa então de homogenizadora à uma das maiores produtoras de subjetividade dos nossos tempos.

O que acontece é que, ao longo dos anos 90, esse desejo de pertencer a um grupo, até então o apelo maior na construção da imagem, é substituído por uma nova sensibilidade, que se concentra no indivíduo. A importância das subculturas ou tribos urbanas, fenômeno dos anos 80, diminui e em lugar do grupo aparece o sujeito”.

E mais ainda, quando ele, querido Oliveros de novo, diz que a lista de tendências “é tão grande, que praticamente tudo está na moda. Quando o vestido pode ser longo, médio, curto, curto-curtíssimo, balonê, bubble, franzido, de um ombro só, plissado, amassado, justo, largo, o que define o “vestido de verão”?” Ai fica claro que as tendências hoje são bem mais etéreas e diluídas do que há tempos atrás. Justamente por essa busca de individualização. Mas, no fundo, no fundo, elas ainda existem, não?

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4 Respostas to “Elas existem?”

  1. Edge 21 de agosto de 2007 às 12:22 pm #

    Tb pensei sobr5e o assunto vide http://blog.jesuis.com.br/2007/08/18/10/

  2. Glauco Sabino 22 de agosto de 2007 às 7:16 am #

    Eu acho que existem… Afinal, se não existissem, um monte de gente estaria sem emprego! Rs…

  3. dusinfernus 2 de setembro de 2007 às 2:10 am #

    a legendária diz que não existem

Trackbacks/Pingbacks

  1. Elas existem? « . ABOUT FASHION . - 20 de agosto de 2007

    […] Leia mais. […]

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