Archive | setembro, 2007

A imagem da moda vale mais do que a moda?

30 set

OLIVEROS DIZ: A cada semana de moda o que queremos saber é qual a imagem da temporada. Expressões surgem alucinadamente em busca de sínteses: FePower, Mulher Neoromantica, Guerreira Urbana, para definir quais as imagens que devemos consumir e atualizar nossos desejos.

Não quer dizer que saímos por aí comprando Prada e Marc Jacobs e sim como interpretamos e viabilizamos essas imagens. Por exemplo, quem não tem dinheiro para Balenciaga, usa um kadaieff e está tudo certo. Automaticamente você deu um up-grade no guarda-roupa.

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Comecei a pensar na relação entre imagem+moda e os textos e sub-textos que estão presentes neste binômio.

O texto hoje não é feito por palavras somente.Temos uma nova geração toda condenada porque aparentemente não lê. Acho que mudaram as formas de leitura e de texto e a imagem se tornou, de fato, um texto.

Christoph Wulf constrói uma crítica sobre esta questão. Ele faz uma revisão da história da imagem. Sua história começa quando as imagens ainda não haviam se tornado obras de arte, faziam parte imagens mágicas, imagens de culto, imagens sacras. Depois, explica que as imagens tornam-se representações de algo que não são. Representam algo, expressam algo, remetem a algo.

Sobre o momento atual, Wulf afirma: “Além de textos, pela primeira vez na História da humanidade também imagens são armazenadas e transmitidas para outras gerações, em um volume inimaginável. Fotos, filmes, vídeos tornam-se ajudas mnemônicas; surgem memórias imagéticas. Se textos até agora precisavam da complementação de imagens imaginadas, a imaginação hoje é limitada pela produção de “textos imagéticos” e sua transmissão. Cada vez menos pessoas são produtores, cada vez mais pessoas se tornam consumidoras de imagens pré-fabricadas que praticamente não desafiam a fantasia’.

Mais a frente, declara: “O caráter eletrônico de imagens televisivas possibilita ubiqüidade e aceleração. Tais imagens podem ser divulgadas com a velocidade da luz quase simultaneamente em todas as partes do mundo. Elas tornam o mundo uma miniatura e possibilitam a experiência específica do mundo como imagem. Representam uma nova forma da mercadoria e estão submetidas aos princípios econômicos do mercado. Elas mesmas são então produzidas e negociadas, quando os objetos a que se referem não se tornaram mercadorias”.

 

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Jenny Holzer e o texto de Beckett no Barbican em 2006

Na arte conceitual vários artistas se tornaram críticos da transformação da imagem em mercadoria. Jenny Holzer, por exemplo, escreve textos de filósofos e dramaturgos que são projetados em espaços públicos. Assim, seu texto se torna imagem e a sua obra vira discurso.

Utilizando outros artifícios, Michael Craig-Martin em “An Oak Tree” nos fala, entre outras coisas, na crença e no valor da percepção da arte. Ela foi apresentada no Brasil na exposição Splash!. A obra é um copo de vidro com água dentro, apoiado sobre um suporte de vidro preso numa parede. Ao lado lê-se um pequeno texto, que traz o seguinte diálogo:

Q: To begin with could you describe this work?

A: Yes, of course. What I’ve done is change a glass of water into a full-grown oak tree without altering the accidents of the glass of water.

Q: The accidents?

A: Yes. The colour, feel, weight, size.

Q: Haven’t you simply called this glass of water an oak tree?

A: Absolutely not. It is not a glass of water anymore. I have changed its actual substance. It would no longer be accurate to call it a glass of water. One could call it anything one wished but that would not alter the fact that is an oak tree…

Q: Do you consider that changing the glass of water into a oak tree constitutes an artwork?

A: Yes.

 

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An oak tree de Micheal Craig-Martin da coleção da Tate Modern

Assim, o artista revela que a crença na representação está no valor da arte, retomando a origem ancestral da imagem.

Uma linguagem que fez com que todos acreditassem no valor da imagem, além do cinema, é a moda. Falo desta relação em Moda como manifesto de arte

“A moda, assim como o cinema, não só faz parte da sociedade do espetáculo como também a alimenta. Atualmente, a moda nunca esteve tão em voga, tanto que virou lugar-comum afirmar que a moda está na moda. Nesse caso, não deve ser entendida como roupa, assim como o cinema não deve ser considerado, em sua essência, como filme, mas como um sistema que afirma seu tempo, que é capaz de responder às velozes mudanças num mundo midiático e tecnologizado, ansioso pela próxima novidade. Poucas são as linguagens, incluso literatura, fotografia, pintura, que podem afirmar e realizar essa façanha com tanta precisão”.

É claro, que não devemos abandonar a crítica sobre a quantidade de desejos de consumo que as imagens que a moda produz. Mas devemos avaliar que existe uma nova geração que aprendeu a ler e codificar imagens numa velocidade como em nenhum outro momento histórico.

Isso me lembra os ideogramas orientais. A palavra e a imagem não estavam dissociadas. Por exemplo , o kanji de “uma” (cavalo em japonês) antigamente era um desenho que lembrava a forma de um cavalo. Agora, nada mais é do que um ideograma de dez traços. Mas esse ideograma possui a significação “cavalo”. Faço uma associação entre internet e ideogramas: será que um dia não chegaremos a esta síntese entre palavra e imagem?

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Cavalo em japonês

Acho que antes da crítica ao mundo das imagens, deveríamos atentar mais sobre como elas são lidas. O cérebro humano tem uma capacidade ímpar de adaptação. As novas gerações, nascidas sob o signo da tecnologia, tem uma capacidade de lidar com um número de informações que seus críticos não foram adaptados. Vale a pena pensar nisso.

O WORK IN PROGRESS DE DUAS MARCAS: MARNI E JIL SANDER

28 set

VITOR DIZ: A moda precisa sempre do novo, do diferente, do que surpreenda, o que nem sempre tem muito relação com o trabalho de inúmeros estilistas que não possuem inspirações, não mudam “radicalmente” de uma estação para outra e perseguem seus instintos e visões como uma verdadeira obsessão e obstinação. No Brasil, o exemplo maior é Clô Orozco e sua Huis Clo na busca da modelagem perfeita da desconstrução.

Em pleno mundanismo da semana de moda de Milão que apresenta as coleções de prêt-à-porter para o verão 2008 e acontece até sábado, dia 29 de setembro, se destaca o trabalho sério, honesto com suas próprias vontades e completamente obsessivo e obstinado de Consuelo Castiglioni para a Marni e de Raf Simons para a Jil Sander.

São detalhes aprimorados, outros pesquisados a partir de experiências de coleções anteriores mas que não surgem da obrigação com uma tendência e sim como trabalho de construção de uma certa imagem que pretende-se universal e para todos os tempos para as suas respectivas marca, assim como hoje enxergamos a Chanel e seu tweed ou Dior e suas saias amplas e a feminilidade que Galiano a leu como teatral, inserindo um elemento a mais na nossa visão sobre a marca.

Na Marni, agora com uma eterna vontade de tecidos tecnológicos na pauta do dia das tendências, podemos acreditar que o impacto dos emborrachados possam estar mais domesticados aos nossos olhos, assim como a fantástica cartela de cores e as sempre inesperadas aplicações nos looks mas eles compõem a vontade por formas circulares, que é o desenho da marca e que os traços continuam firmes para o verão, seja nas estampas, acessórios ou mesmo em shapes ovo, balonê ou em certas mangas que remtetem a Lanvin inverno2007.

Detalhe: as estampas com riscos, desenhos leves e mudanças mínimas no tom da cor são de uma beleza rara e lembram a delicadeza das estampas da Huis Clo para esse verão.

 marni.jpgmarni-circular.jpgmarni-circular-2.jpgmarni-circular-3.jpg Marni verão 2008

Raf Simons vem fazendo um trabalho primoroso na Jil Sander. É estarrecedor que de uma vontade de construção ele reergue uma marca com tamanho impacto sem mudar o estilo. Basta rever as coleções passadas e perceber que tudo sempre estava lá. Mas a construção se aprimora, se alonga e ganha colorido único e especial.

Detalhe: as cores de Raf Simons causaram o mesmo impacto que tive quando vi as pilastras sempre de concreto do Masp ganhar o tom vermelho por desejo do projeto de Lina Bo Bardi. Parece que o Masp sempre teve aquela cor.  Assim como vendo o desfile da Jil Sander, nunca mais olharemos o seu “minimalismo” sem pensar nas suas cores para a arquitetura perfeita que Raf desenha para a imagem da marca.

jil.jpgjil-2.jpgsapato-construido-jil.jpgjil-3.jpg Jil Sander verão 2008

VMB

27 set

OH! DIZ: E é hoje o VMB, premiação musical da MTV. Pra falar bem a verdade, sempre achei esse tipo de premiação um saco, mas vou hoje por curiosidade, já que a MTV parou de passar clipes pra virar um canal de programas e quero ver que cara isso vai ter. Entre as novas categorias, “Aposta MTV”, “Melhor Show” e “Web Hit”, com sucessos da Internet. Na categoria de artista do ano temos Charlie Brown Jr., D2, Pitty, enfim, nada de novo. Legal que o Cansei de Ser Sexy foi finalmente indicado e ainda por cima por clipe do ano. A lista completa de indicados pode ser vista aqui.

Quem apresenta a premiação mais uma vez é a Daniella Cicarelli, que abre a noite usando um branco longo do Valentino e tem 13 trocas de figurino ao todo… quero ver. Mas vou mesmo pra ver o show do esquisitão-incrível Marilyn Manson – vou tentar fazer uns filminhos e posto aqui se der certo.

O VMB passa hoje à noite lá pelas 22hs (depois do término da novela) na MTV e quem quiser pode também ver pelo site do Overdrive.

não são apenas nove meses!!!

25 set

OFICINA DE ESTILO DIZ: Se já é difícil se vestir todos os dias com o corpo que a gente tem, imagina com um ser humano crescendo diariamente dentro da nossa barriga? Ficar bacana durante os meses de gravidez não deve ser nada fácil… e não são apenas nove meses, depois que o bebê nasce ainda leva um tempinho pras formas voltarem a ser as mesmas.

OFICINA DIZ: Acabamos de ter uma super experiência com uma cliente que está esperando uma menininha e chamou a gente pra ajudar a reformular o guarda-roupa, foi incrível!!!

OFICINA DIZ: A primeira providência é tirar do guarda-roupa tudo que já não serve e que não vai servir nos próximos meses – o que já está mais velhinho ou nunca foi muito querido mesmo vai embora, e o que é peça-preferida vai pra uma mala (mas não vale colocar tuuuuudo dentro da mala, mesmo porque depois da grevidez vai dar vontade de ter um monte de coisas novas!). Com o armário mais vazio dá pra enxergar quais são as maiores necessidades e planejar compras, que é a parte mais gostosa!!!

OFICINA DIZ: A gente não é super fã de lojas pra gestantes, é bem mais legal achar pecinhas que sirvam durante a gravidez, mas que também possam ser usadas depois – vestidos mais soltinhos, batinhas, calças e bermudas de amarrar, macaquinhos, paletós evasês, máxi-cardigans… Lojas como Adriana Barra, FG, Fit e Maria Bonita Extra têm uma infinidade de opções.

OFICINA DIZ: É bem importante checar o material que a peça é feita, porque futuras mamães sentem mais calor e tecidos naturais (algodão, seda, linho e lãzinha) ou viscoses são mais confortáveis e deixam o corpo respirar.

OFICINA DIZ: E pra não virar um ‘barrilzinho’ tem sempre que usar alguma peça mais justinha: bata com calça skinny ou bermuda larguinha com camiseta de malha ou vestido com decote império mais coladinho nos seios… Assim a silhueta não fica toda redondinha, certo!?!

OFICINA DIZ: Outra coisa que tem que prestar atenção: os pés das mamães costumam inchar durante a gestação, então é sempre bom garantir uns três ou quatro pares de sapato com pelo menos um número maior e de preferência sem saltos. Porque durante um bom tempo conforto tem que ser prioridade!!!

Mexendo os bracinhos

24 set

LUIGI DIZ: Antes de começar a essa coluna preciso deixar uma coisa bem clara: Tenho horror à coreografias em boates. Quando são coletivas ainda, tenho vontade de sair correndo de medo. Só aceito Vogue da Madonna, porque essa não tem como segurar os bracinhos para baixo, né? Então não reparem meu tom de desgosto sobre o tema que segue.

Isto posto vamos ao assunto dessa semana. Já fazia um tempinho que eu me deparava com uns vídeos, ao meu ver pavorosos, de pessoas fazendo umas dancinhas nervosas e bizarras com os braços pelos myspaces da vida. Mas como sempre repudiava tal ato, nem me dei ao trabalho de ir atrás e ver qual era dessa invasão coreográfica. Daí que me deparo com o post do Lúcio Ribeiro, no blog dele: “Enquanto eu estive na França, com meus dois olhos vidrados no novo rock francês, ouvia falar de orelhada uma história sobra a dança tecktonik, nos clubinhos de lá. Era uma dança da galera do hip hop e até da eletrônica, nem tão nova assim, que já estava extrapolando para outras tendências. Apesar da curiosidade e de perceber que o YouTube já tinha um milhão de vídeos sobre o troço, não me aprofundei no assunto. Agora uma amiga de Londres aparece falando em… tecktonik. Ou tektonik. Segundo um blog bem definiu, é a dança na qual se movimenta muito mais os braços do que as pernas. Simples assim. Dá para dançar até sentado.

A dança é uma verdadeira febre na França, basta uma rápida busca no google para ver os vários sites e blogs dedicados ao assunto. Tem desde aqueles com fotos e vídeos das pessoas se jogando no dança aos que explicam de onde vem tais movimentos e uns que até ensinam como dançar. São poucos os sites em inglês, uma vez que o estilo está chegando só agora na Inglaterra. O YouTube também está cheio de vídeos com o povo mexendo e jogando os bracinhos feito loucos. Alguns dão até medo. Não sei como as pessoas não deslocam o ombro, sério… Enfim, o que eu achei menos pior foi esse lá de cima, com a música A Cause des Garçon, da Yelle, só que remixada (ficou bem mais legal que a original). Será que daqui à um tempo a gente vai ver esses movimentos por aqui? Se bem que eu já vi umas dessas nas boates daqui… Nada tão frenético como esses daí, mas já dá para notar uma semelhança. Medo.

New look para as massas

23 set

OLIVEROS DIZ: A Semana de Moda de Londres acabou e não achei nada tão inspirador assim. De acordo com nossa “enviada especial”, Maria Prata , teve Christopher Kaine, os novos designers nas paralelas Blow, Fashion East e Fashion Fringe, a comemoração de 10 anos de Mathew Williamson, com direito a pocket show do Prince e o hype entorno da Louise Goldin e Giles Deacon.

Look de Christopher Kaine na Semana de Moda de Londres (foto: Marcio Madeira)

Tem esta corrente toda favorável às saias volumosas, cintura bem marcada e muito babados. Vão surgir penkas de definições: neo femimino, fe-power, sim, nós adoramos uma catalogação. Mas o que me chamou mais atenção em Londres, e é o que eu faria se estivesse lá, ir correndo para o Victoria & Albert Museum ver: The golden age of couture Paris and London 1947-1957.

O curioso é que esta mostra acaba por ser um bom contraponto para este trendy todo do saião. Depois do masculino+feminino que teve Saint-Laurent como referência, chegou a hora de Dior, que já havia sido anunciado em grande estilo, pelo próprio Galliano no desfile de couture da grife

O recorte da curadora Claire Wilcox, que levou três anos para fazer a mostra, parte da criação por Dior de seu New Look (1947) — que tivemos a chance de ver em Fashion Passion na Oca em 2004 — até a internacionalização deste estilo, com criadores importantes como Pierre Balmain, Hubert de Givenchy, Jacques Faith, Cristóbal Balenciaga.

New Look de Dior (1947)

O termo foi criado pela redatora da revista “Harper’s Bazaar” americana, Carmel Snow. “Que revolução, querido. Sua roupa lançou um ‘New Look“, disse a editora ao estilista. Ao contrário da moda prática de Chanel, o “New Look” era, basicamente, composto por saias amplas quase até os tornozelos, cinturas bem marcadas e ombros naturais. Era a volta da mulher feminina e elegante.

Além dos vestidos, pode-se ver também fotografias, cadernos de notas dos estilistas e croquis. O melhor de tudo, porém fica no hotsite da exposição. No melhor estilo Moda Moldes, você pode baixar os moldes em A4 e juntar as peças e fazer seu próprio New Look. Não é demais???

Parte do molde de saia New Look na linha “faça-você-mesma” 

A exposição termina com os modelos de John Galliano para a maison Dior, lugar que ele ocupa há 10 anos. O que a curadora não contava, é com este revival todo do saião , o que deixou muito mais atual sua mostra, que fica em cartaz até 06 de janeiro de 2008. Dá uma vontade…

MODA E PROSTITUIÇÃO

21 set

VITOR DIZ: Não é de hoje que os signos moda e prostituição se misturam, se embolam e se confundem.

A começar com o grande preconceito com as modelos até bem pouco tempo atrás e sua fama de prostitutas.

Mas não podemos esquecer que Gabrielle “Coco” Chanel (1883-1971) que revolucionou a moda foi cortesã, nome dado às prostitutas que circulavam nas altas rodas da sociedade.

Quem me lembrou desse fato foi a mentora da Daspu, Gabriela Leite em uma entrevista sobre o primeiro desfile da marca que causou comoção nos fashionistas ao ser lançada no Rio, em plena praça Tiradentes, ponto tradicional da profissão mais antiga do mundo.

A marca Daspu surgiu da Ong Davida voltada para os direitos das prostitutas. No começo, investiu em camisetas espirituosas que tinham as próprias garotas de “vida fácil” como modelos. E hoje diversificam um pouco mais os produtos, oferecendo moda masculina também.

Glauco e as meninas da Oficina de Estilo já escreveram aqui no Blogview sobre o estilo da Bebel, a garota de programa interpretada por Camila Pitanga na novela das 8, “Paraíso Tropical” e sua grande influência nas mulheres da vida real. Ua situação paradoxal, é engraçado pensar que muitas mulheres que condenam a prostituição hoje estão copiando o estilo de uma puta!

E na vida real, bem sabemos, e o livro da ex-prostituta Bruna Surfistinha confirma, que muitas meninas de classe média fazem programas, assim como em inúmeros clubes noturnos hoje já não se identifica quem é a patricinha e quem é a prostituta, tamanha é a identificação de estilo: o top, o jeans, o cabelão são os mesmos!

Por fim, Hollywood que sempre foi um terreno fértil para a libertinagem, desde que não imprimida em uma película, iniciou no começo do milênio um tipo de festa que também chegou ao Brasil.: A “Pimp’n Ho”!

O termo é a abreviação para Pimp (cafetâo) com Hookers (prostitutas) e as celebridades se “fantasiam” desses personagens para entrar na festa. Esse é o dresscode.

O abuso das peles, pelúcia, casacões 7/8, ternos, chapéus fedora e um pouco de bling bling fazem parte desse novo modismo entre os membros da alta sociedade californiana e agora aqui no Brasil.

Marcos Mion foi um dos primeiros a trazer  a festa Pimp’n Ho ao Brasil e difundir o estilo

São inúmeras as variações, mas o que mais chama atenção é a vontade de encarnar uma prostituta. Como se essa personagem sempre marginalizada conhecesse algum segredo de sedução, um dos pilares da moda, que os meros mortais ainda não saibam. Ou será que no fundo o ato da sedução estaria tão intrinsecamente ligado á prostituição?