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Tudo novo, de novo

28 nov

Depois de uma longa hibernação, o BlogView está na ativa novamente. A ideia, agora, é destacar blogs bacanas selecionados por essa imensa, e muitas vêzes inóspita, blogosfera.

Espero que goste!

Biti Averbach

Pausa

8 nov

Aos amigos leitores

Gostaria de informar que o BlogView encerrou suas atividades.

Quando criei o blog, em março de 2007, minha idéia era reunir um time de blogueiros de moda para postar coletivamente, trocar idéias e dividir informações. Como todo projeto pioneiro, ele teve altos e baixos, mas cumpriu seu papel de ajudar a fortalecer a cultura blogger de moda, no Brasil.

Obrigada pela visita! E até o próximo projeto!

Biti Averbach

Reinvente-se

30 out

LUIGI DIZ: Antes de começar preciso pedir desculpas pelo atraso da coluna. Passei a segunda toda de ressacón do Tim Festival e cheio de coisas para entregar na faculdade. Acabou que não deu tempo de escrever sobre o Tim, como pretendia.

Melhor, porque agora achei outro tema, mais a ver com moda mesmo. É que foi publicada hoje, no jornal WWD, matéria falando sobre reinvenções de marcas. O tema é super atual e tem bastante a ver com aquele outro assunto da coluna de algumas semanas atrás, os grupos de moda (grupos gestores).

Vale a pena ler a matéria, que parece longa, mas nem é tanto, porque lá fica claro o que parece óbvio para os mais interados na indústria da moda, porém que não é tão evidente assim para os demais interessados no assunto. “Marcas, assim como as pessoas, tem ciclos”, disse Marc Gobé, co-fundador, presidente e chefe executivo da Desgrippes Gobé. “Tem a gestação, o amadurecimento, o envelhecimento e aí você deve considerar o renascimento e reinvenção. Algumas (marcas) tem dificuldades para fazer tal movimento”.

No geral o que leva uma marca à reinvenção é a perda de seu público alvo, seja porque este amadureceu (envelheceu) – e a nova geração mais jovem não se identifica com os valores da marca -, mudou, ou até mesmo desapareceu. Outro motivo pode ser a extrema competitividade no setor.

Na matéria, a jornalista Lisa Lockwood ainda dá exemplo de reinvenções bem sucedidas, como a da Dior com Galliano, Diane Von Furstenberg, Puma, Lacoste, Guess e ouras nem tanto. Também aponta marcas que precisam desesperadamente se reinventar, como é o caso da GAP.

E por aqui as tais reinvenções estão começando a ganhar mais notoriedade. A Zoomp é o exemplo mais recente, seguido pela Zappign que agora recebe direção critaiva de Maurício Iannes. A Ellus 2nd Floor também é uma marca que ganhou nova cara, sob o comando de Rita Wainer assim como muitas outras.

Meninas adultas

27 out

GLAUCO DIZ: No começo do mês, entre os dias 3 e 5,  rolou a 6a  edição do Teen Fashion, evento de moda voltada ao público jovem. Sei que já faz um tempinho, mas até hoje ficou na minha cabeça um assunto que surgiu de uma observação da Laura Artigas, do Moda pra Ler, lá nos corredores da Cinemateca Brasileira: as meninas estão usando cada vez menos roupa e mais maquiagem. 

Parece papo de senhorinha conservadora, mas ficamos impressionados ao observar a quantidade de mini-saias (minis meeeesmo!), tops, saltões e maquiagem em garotas que não tinham mais do que 13 anos. Até concordo quando dizem que, nessa fase, o adolescente é super ligado na estética, queira chamar atenção, imitar seus colegas e seus artistas favoritos. Afinal, para eles (assim como para nós) é muito importante ser aceito no grupo.

Mas, fico me perguntando onde é que esse pessoal vem buscando suas referências? A sensação que eu tenho é que para essas meninas o importante é se parecer com a Beyoncé, dançar como Shakira e se vestir como a Christina Aguilera (com bastante umbigo à mostra). E a grande preocupação delas é saber quando os pais lhes darão autorização para fazer uma tatuagem, colocar um piercing ou, quem sabe, implantes de silicone. Radical? Pode ser. Mas, vocês hão de concordar, que essa não é uma afirmação falsa.

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Isso me faz lembrar de uma história que aconteceu nos tempos do colégio. Não sei direito se foi na 7ª ou 8ª série… Enfim, a diretora convocou uma reunião com pais e alunos para discutir a roupa da “molecada”. Ela defendia que aquilo ali era um colégio e não uma passarela; que as meninas pareciam competir para quem se atrevia mais no modelito; que abusavam das camisetas cortadas para deixar a barriga à mostra; e que os meninos brigavam pra ver quem ia usar a calça mais larga para deixar a cueca aparecendo. De nada adiantou. Quando ela sugeriu a adoção de uniformes, poucos pais aderiram à idéia (o que é compreensível, pois se tratava de um colégio público). E tudo continuou como era.

Isso só pra mostrar que, se naquela época, isso já era uma questão, imagina nos dias de hoje? Desde cedo essas meninas vão acreditando na idéia de que o sexy beirando ao vulgar que é o bonito. Daí talvez uma possível explicação, de outras inúmeras, da tão comentada falta de elegância ou, melhor, do excessivo apelo sexual na composição do visual da mulher brasileira (não estou generalizando, tá?). Uniforme já nessas garotas!

abrindo espaço físico e mental no guarda-roupa

9 out

OFICINA DE ESTILO DIZ: Quase todo mundo tem mais coisas no guarda-roupa do que precisa, especialmente mais do que efetivamente se usa. E a gente sabe da dificuldade que é se vestir com os 20% usáveis de um guarda-roupa quando os outros 80% inúteis e encostados teimam em atrapalhar a esolha e a coordenação do look du jour. E se a gente já está em campanha pra todo mundo comprar menos e melhor, agora entramos em campanha também em favor de todo mundo abir espaço nos armários pra se enxergar melhores oportunidades.

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OFICINA DIZ: Dá pra comparar a nossa relação com as roupas que precisam sair dos nossos armários com mil outras coisas que precisam sair das nossas vidas. Por identificação a comparação aqui vai ser feita com relacionamentos – mal-sucedidos, como os que temos com as roupas que só ocupam espaço sem ser usadas na vida real. Que a gente sabe que se alguém diz que ama mas está emocionalmente indisponível, então esse amor não vale, não é amor de verdade. Com roupa é a mesma coisa: a função da roupa é cobrir, transmitir uma mensagem (escolhida por quem usa, de acordo com estilo pessoal e estilo de vida e atividades e tals) e deixar quem usa mais bonito e seguro. Se a roupa não tem como cumprir alguma dessas ‘promessas’, ela não deve estar no guarda-roupa. Vestidinhos mais que lindos existem aos montes em mil lojas em volta da gente, mas a gente tem que deixá-los entrar nas nossas vidas/nos nossos armários pra que eles nos façam felizes. Esse é o espaço que precisa ser aberto, disponibilizado.

OFICINA DIZ: A parte boa é que quando a gente trata da relação com as roupas tudo tem como funcionar super mais fácil do que com relacionamentos: se a gente sabe exatamente o que esperar de uma determinada peça de roupa, só de olhar (com um olhar bem crítico e sem misericórdia!) já se sabe se essa peça deve ou não permanecer nos nossos armários (e nas nossas vidas). Se está manchada permanentemente, se rasgou ou puxou fio, se foi comprada só porque estava em liquidação, se tem bolinhas ou desgastes (de uso mesmo) que não saem mais, se não serve mais, se não é usada há mais de seis meses (isso super vale, juro!) ou se simplesmente não cai bem, então essa peça deve ir embora. Às vezes as razões pelas quais uma peça deve ser tirada (definitivamente) dos nossos guarda-roupas vêm acompanhadas de motivos subjetivos – e tem que se prestar atenção nisso: mudanças de peso, de silhueta, de trabalho, de cidade e mesmo de vida (casamento, filhos, etc). E uma boa limpeza no guarda-roupa pode aliviar pesos da vida real, não pode?

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OFICINA DIZ: Quando a gente consegue abrir espaço físico no guarda-roupa, automaticamente se abre espaço mental pra organizar necessidades e prioridades e assim comprar melhor, de um jeito mais “certeiro”. E saber a hora de parar/de deixar aquela peça seguir o caminho dela (pro lixo) é fundamental. A gente só enxerga novas possibilidades, outros caminhos, novas coordenações e looks diferentes (perspectivas diferentes) quando deixa pra trás o que é velho e não acrescenta mais nada de bom – acrescentar só volume ou quantidade não adianta. “Um bom encontro é de dois”, e mesmo que a gente ame muito uma roupa, mesmo que ela seja quase essencial pra manter a gente viva, ela tem que viver com a gente o dia-a-dia, fazer valer a presença dela por perto. Senão só atrapalha. Não é?!??

A gente respondeu ao meme proposto pelo Oliveros lá no Oficina, e o meme-em-dobro rendeu não cinco mas DEZ livros que a gente adora! =)

Planejando moda e meme literário

8 out

LUIGI DIZ: Aconteceu neste fim de semana (6 e 7 de outubro) o primeiro Fórum Escola São Paulo de Criação e Tendências na Moda, para o inverno 2008. Sábado (06/10) assisti as exposições seguidas de debates de Paulo Borges, Maria José de Carvalho e Alexandre Herchcovitch. Muitos temas foram abordados por cada um dos convidados, como a urgência de uma política de desenvolvimento de qualidade e eficaz para moda e design, a pulverização das micro tendências em detrimento à individualização do estilo – tanto por parte do estilista, como do consumidor – e dos grupos financeiros ou gestores que recentemente começaram a tomar notoriedade no Brasil.

Os mais interessados e próximos da moda com certeza já os conhecessem. Em todo caso, são empresas privadas que passam fazer todo um planejamento de gestão para marcas geralmente com a finalidade de torná-la um grife global, explorar ao máximo seu nicho de mercado e, lógico, lucrar mais. Com certeza muitos já devem ter ouvido o nome de alguns dos principais grupos de moda (empresas gestoras) como a PPR, que possui entre outros, a Gucci, YSL e Balenciaga, a LVMH com a Louis Vuitton, Marc Jacobs, Kenzo e outras grifes – o grupo também atua em diversos outros setores do mercado de luxo – e a Premira que adquiriu recentemente o Grupo Valentino.

Aqui no Brasil, talvez o grupo mais conhecido seja a AMC Têxtil, de Santa Catarina, e o recém formado grupo Zoomp, do qual Alexandre Herchcovitch é diretor criativo.

Hoje em dia o mercado de moda tomou proporções jamais imaginadas. Muito mais que o “glamour” das semanas de moda, do que criações e fantasia, a moda é agora, antes de mais nada, um negócio. “Com grupos financeiros entrando no mundo da moda, fica cada vez mais calor que moda é negócio”, afirmou Paulo Borges.

E num mundo tão competitivo, só quem possuir um forte planejamento e gestão conseguirá ter sucesso. “É o único mio de sobreviver”, disse Alexandre Herchcovitch. E por mais cruel que seja a afirmação é a realidade. Atualmente, dificilmente uma marca nova e independente conseguirá atingir grande visibilidade sem se afiliar à um desses grupos.

Mas nem sempre esse casamento dura a vida toda. Um exemplo internacional é a marca de calçados Bruno Magli, que após ser comprada pelo grupo Opera não rendeu os lucros esperados. Outro grande problema é quando a grife adquirida tem sem diretor criativo ou estilista substituído, como foi o caso da marca Sommer aqui no Brasil. Em casos como estes, a necessidade de haver uma continuidade na identidade da marca é essencial. Coisa que não aconteceu no exemplo citado.

Manter tal identidade parece ser a preocupação principal do grupo Zoomp, que pretende adquirir algumas marcas complementares, com potencial de crescimento.

Outro fator que deve ser analisado com muito cuidado é o que tange à liberdade de criação e expressão do estilista. Muita vezes o foco excessivo nos lucros acaba pasteurizando de mais as coleções, deixando-as sem o frescor de inovações e até carência de informação de moda de qualidade.

Agora o Meme Literário

Foi me passado pelo Oliveros o convite de participar do meme literário. Como todo mundo já deve estar sabendo o tema é os cinco livros mais importantes da minha vida.

Devo confessar que entrei numa mini crise quando recebi o convite, porque sempre fui de ler mais revistas (pencas de revistas), jornais ou matérias, do que livros mesmo. Mas mesmo assim consegui fazer minha listinha:

1o O Império do Efêmero, de Gilles Lipovetski – foi o primeiro livro que li sobre moda e acho que devia ser o de todo mundo. Digo isso porque o autor vai além da roupa, do indústria e do meio da moda. Estuda todo impacto da moda na sociedade da modernidade à pós-modernidade e em diferentes áreas, além de dar um bom parâmetro sobre a história da moda.

2o Ensaio Sobre a Cegueira, José Saramago – começa que sou meio fã do autor, segundo porque o livro de um jeito bem peculiar sobre como vivemos em sociedade e de certo modo, como imagens afetam nossa vida.

3o À Sangue Frio, Trueman Capote – além de uma aula de jornalismo – ok, sem muito ética, mas ainda assim… – tem uma história incrível.

4o Raízes do Brasil, Sérgio Buarque de Holanda – indispensável para entender praticamente tudo que acontece com e na sociedade brasileira hoje.

5o Uma História Social da Mídia, Asa Briggs e Peter Burke – ótimo para entender todo o processo midiático, de sua origem até hoje.

Tá em falta

1 out

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LUIGI DIZ: Transmissão de pensamento com Suzzy Bubble hoje. Para quem ainda não, viu a blogueira inglesa postou hoje sobre a falta de opção de revistas de moda exclusivamente voltadas ao público masculino, e com boa qualidade e informação de moda. Que a moda masculina é quase sempre obscurecida pela moda feminina, todo mundo já sabe. Os desfiles de marcas/estilistas dedicados ao público feminino recebe muito mais atenção, inclusive da mídia especializada.

Mas agora, pare e pense: quantas revistas de moda masculina realmente boas você consegue pensar? Ok, vamos lá temos a Another Man – quase que uma versão total masculina da Another Magazine -, a Arena Homme +, a Ten Plus Men, a Fantastic Man e a super nova – que na verdade é uma volta, mais do que uma revista totalmente nova – Man About Town. Claro, temos ainda às Vogue L’Uomo, Men Vogue, Homme International. Mas quanto à estas faço minha às palavra de Suzzy Bubble: “ they do the job but with an aim of pleasing everyone so can be quite all over the place”, got it?

Agora, pare e pense de novo: a grande maioria das revistas que falei acima – pouquíssimas em relação ao que a imprensa oferece para a moda feminina – é bianual, com apenas duas edições por ano, um a de inverno e outra de verão. Não é pouco de mais? Eu digo sim. Já se falou aqui – e não foram poucas as vezes – que o masculino é o segmento que mais tem potencial de crescimento na indústria da moda. E ainda assim, é tido como algo de menor importância pela imprensa especializada – mesmo que havendo exceções. Assim fica ainda mais difícil de moda masculina alavancar como todos esperamos e prevemos.

O quadro de escassez de publicações dedicados puramente à moda masculina é ainda mais amedrontador aqui no Brasil. Como revista de moda mesmos, só consigo lembrar da Vogue Homem – alguém lembra de mais algumas? Claro, que temos outras revistas masculinas, como a VIP, que possuem seções de moda, mas ainda sim, muito caretas, sem contribuírem de fato para levar a moda masculina para a frente.